ENEM PPL 2016 - Alternativas para a diminuição do desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 04/12/2020
De acordo com os dados da ONU (Organização das Nações Unidas), cerca de 8000 crianças morrem por dia de fome, um número alarmante para o mundo. Entretanto, tal informação divulgada parece não provocar significativas mobilizações para com o desperdício de alimentos, sobretudo no Brasil, uma verdadeira negligência governamental. Assim, é possível afirmar que não só a tecnicidade de produção rural em massa, como também a inadequação dos meios de tranposrte para translocação de produtos fomentam o status quo contemporâneo: a inadimplência institucional frente ao desperdício.
Inicialmente, é necessário dizer que a modernização do campo aumentou o grau de produtividade, porém não significou na extinção da fome na Terra, pelo contrário, apenas foi uma forma de superar os prejuízos advindos das perdas, essas se tornando menos onerosas com o aumento exponencial da colheita agrícola HI-Tech. Isso se corrobora na preocupação de grandes empresas em produzir sem olhar ao menos as causas da significativa parcela perdida. A partir desse aspecto, é inadmissível que a distribuição de alimentos pelo globo terrestre seja feita mais por uma ambição econômica do que pelo almejo de supressão da fome.
Ademais, outro impasse importante a destacar diz respeito à difusão dos gêneros alimentares pelos pontos de comercialização. Isso se comprova no relatório da FAO, um órgão das Nações Unidas que se volta para a questão alimentar, o qual afirma que mais de 45% dos alimentos são considerados como inviáveis para a venda após o transporte, o que significa que mais de 45% de toda a carga não é utilizada. A priori, é incoformável a imutabilidade da situação vigente, sem que uma mudança drástica em relação aos entes logísticos aconteça.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com as empresas agrícolas e ONGs (Organizações não Governamentais) de cunho humanitário, realizarem a diminuição significativa do desperdício de comida por intermédio da instalação de refrigeradores nos veículos — isso para diminuir a velocidade de decomposição alimentícia — e da intensificação de técnicas de desidratação e cristalização de frutas, as quais prolongam a longevidade de consumo. Espera-se, com tudo isso, uma relevante melhoria do quociente entre perda e produção total, o que, por conseguinte, atenuaria a fome no globo terrestre.