ENEM PPL 2015 - O histórico desafio de se valorizar o professor

Enviada em 11/01/2021

A Constituição Imperial de 1824, foi pioneira em assegurar a educação como um direito de todos. Embora no período, os professores fossem a única frente dessa, com as escolas em suas próprias casas, resultando em as condições eram precárias. No hodierno, mesmo com a formalização plena da educação, os professores ainda não são devidamente valorizados, de modo que, a profissão é, ainda, desvalorizada pelo Estado, e, em conseguinte pela população. Assim, criou-se um ciclo no qual pela não valorização histórica do governo, faltam profissionais e se mantêm precária a educação brasileira.

Nesse sentido, nos moldes imperiais, o esforço na educação brasileira parte ainda dos docentes e não dos governantes. Uma clara evidencia é o fato de que o piso salarial da profissão foi instituído Congresso Nacional apenas em 2008, e, ainda assim, trinta porcento abaixo do pedido pelo Sindicato Nacional dos Professores, segundo o movimento. Toda via, sempre existiram, ao mesmo tempo, nas escolas, professores dedicados e tentando colocar em prática o papel fundamental da profissão, ignorado pelo poder público. Essa construção reflete uma tendência histórica brasileira de manter a desigualdade social, tal qual coloca a historiadora Lilia Schwartz, em “Brasil: uma bibliográfia”. No caso, ignora-se o direito a educação de qualidade ao se ignorar os direitos dos docentes.

Entretanto, mesmo com o esforço dos professores, a postura de desvalorização reflete também na população geral. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa - IBGE-, por exemplo, vinte e cinco porcento dos graduandos em pedagogia escolheram o curso como segunda opção. De modo a evidenciar que no imaginário brasileiro a profissão também não recebe o devido valor. Em consequência, cria-se uma estigma negativo que afasta tanto os professores já no mercado, desmotivados pelo descaso social, e sobrecarregados pela falta de profissionais, como de possíveis futuros docentes. Assim, construindo um déficit estrutural no número de profissionais, e corroborando, novamente, na histórica precariedade da educação nacional.

Destarte, urge a quebra do ciclo deseducador no Brasil, por meio da valororização dos professores. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, sob ação do Ministério da Educação a criação programa “Patria Educadora”. Esse deve se estruturar em duas frentes, legislativa e publicitária. A prióri, uma comissão especial deve ser instaurada na Câmara, junto de profissionais capacitados do ministério, a fim de desenvolver medidas legais de incentivo e valorização da profissão, a começar pela adequação do piso. A segunda, por sua vez, deve criar e colocar em circulção material publicitário online e televisivo divulgando as mudanças feitas, e depoimentos de professores acerca do papel social da profissão, visando novos profissioanais.Assim, poder-se-á quebrar o ciclo histórico e promover direitos.