ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro
Enviada em 15/06/2025
Durante o descobrimento do Brasil, indígenas foram considerados um grupo inferior em decorrência de sua cor de pele e cultura diversificada. De maneira análoga, na contemporaneidade, após aproximadamente 500 anos desse marco histórico, a arte de periferia ainda é desvalorizada no cenário cultural brasileiro. Diante disso, cabe refletir acerca da acessibilidade a temas alarmantes e da denúncia que grupos privilegiados estão suscetíveis para compreender o tema.
Nesse contexto, é válido considerar a comunicabilidade possível como principal fator catalisador do problema. Isso ocorre, pois, como é visto no âmbito musical, a linguagem comum torna o meio de fácil entendimento para grupos com menor escolaridade - artistas como Emicida e Mano Brown podem ser utilizados como exemplo. Sob essa ótica, é nítido que a acessibilidade torna grupos marginalizados partes ativas da sociedade, esses que podem utilizar experiências pessoais como fortalecimento à vozes periféricas e intimidação ao preconceito.
Ademais, é relevante trazer em pauta possíveis denúncias a grupos privilegiados como causa direta da amplificação dos desafios à valorização da cultura marginalizada. Segundo Paul Klee, renomado artista e professor suiço, “A arte não reproduz o que vemos, ela faz-nos ver.”, logo, perdura o problema. A partir diso, percebe-se o medo da parte alta da população, pois tornar problemas sociais visíveis e impacta diretamente no privilégio possuído por esses, tornando possíveis revoluções contra os benefícios proporcionados ao menor grupo.
Portanto, é perceptível a necessidade de combater as dificuldades e tornar a periferia parte essencial da cultura, não apenas brasileira, mas mundial. Dessa maneira, é imperativo que o órgãos governamentais e a própria população - especialmente aqueles com maior poder socialmente - ajam com iniciativas contra o preconceito e de forma a valorizar a arte periférica - visibilizando a denúncia que acompanha esse estilo -, por meio de propagandas e mídias sociais, a fim de diminuir a onda preconceituosa e tornar a pauta sofrida por parte da sociedade marginalizada de âmbito social. Assim, tornando a inferiorização de grupos por sua cultura apenas parte da história brasileira com a qual pode-se aprender.