ENEM 2024 (Reaplicação e PPL) - Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro

Enviada em 17/10/2025

Atualmente, no Brasil, a valorização da arte de periferia tem sido um desafio devido ao preconceito social e à falta de reconhecimento pela mídia, como é retratado no filme “Cidade de Deus”, disponível na HBO Max, que mostra a vida na periferia e levanta debates sobre desigualdade e exclusão. No entanto, é necessário compreender os fatores que impedem a valorização da arte periférica e buscar formas de reconhecê-la no cenário cultural.

Sob esse prisma, o sociólogo Pierre Bourdieu explica que a elite impõe seu gosto como superior, desvalorizando a cultura popular e reforçando o preconceito social. Assim, o grafite, o rap, o funk, o slam (batalhas de poesia) e outras expressões periféricas são muitas vezes rotuladas de forma negativa, associadas à criminalidade, à falta de estudo ou à “falta de cultura”. Ainda assim, a arte periférica tem se mostrado uma ferramenta poderosa de resistência e transformação social, pois ela dá voz a quem historicamente foi silenciado e evidencia a riqueza cultural, a criatividade e a força das comunidades marginalizadas.

Além disso, a mídia tem um papel fundamental na formação da opinião pública e na valorização das manifestações culturais. No entanto, quando se trata da arte periférica, observa-se uma grande desvalorização e invisibilidade por parte dos grandes veículos de comunicação no Brasil. Por conta disso, grupos como Racionais MC’s são importantes para denunciar a exclusão e lutar pela liberdade de expressão, promovendo o reconhecimento das vozes das comunidades marginalizadas.

Portanto, é necessário que a sociedade continue lutando pelo reconhecimento da arte de periferia e que o Estado, em parceria com a mídia, incentive a produção artística e a liberdade de expressão. Além disso, é fundamental que sejam criadas políticas públicas de incentivo cultural e projetos educacionais que valorizem as manifestações periféricas, promovendo espaços de divulgação e inclusão. Desse modo, será possível romper os obstáculos da desvalorização e construir um Brasil mais justo, inclusivo e verdadeiramente multicultural.