ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 25/11/2021
“A arte existe para que a realidade não nos destrua”. Sob esse raciocínio do filósofo alemão Nietzsche é evidente a importância da democratização do acesso ao cinema no Brasil. Isso porque devido à falta de incentivos governamentais e ações da sociedade civil, muito ainda deve ser feito no combate dessa problemática.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que democratizar o acesso à sétima arte significa não só questionar sobre o valor de entrada dos cinema, mas também, em quais cidades brasileiras eles existem. Nesse sentido, segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “Todas as pessoas tomam os limites do próprio campo de visão, pelos limites do mundo”. Sob essa ótica, faz-se necessário um levantamento, realizado pelo governo federal, de quais cidades possuem salas de cinema. Dessa maneira, o Ministério da Cultura agiria de forma eficiente construindo mais cinemas onde não existem tantas opções culturais, fato que obriga deslocamentos extensos e caros favorencendo a exclusão de certos brasileiros.
Outrossim, a indústria cinematográfica, como uma empresa privada visa o lucro. Nesse sentido, localizações onde a população possui baixo poder aquisitvo, não são alvo desse ramo comercial que não distribuem as películas em tais comunidades. Isso devido ao fatode segundo o geógrafo brasileiro Milton Santos, o “homem deixou de ser o centro do mundo, o centro do mundo é o dinheiro”. Sob essa perspectiva, são necessárias iniciativas não só governamentais, mas também, da sociedade civil visando democratizar o acesso ao cinema para todas as classes sociais. Dessa forma, o lucro não seria obstáculo para a maior produção e distribuição por todo o país.
Portanto, é imprescindível que após o levantamento estátistico o ministério da Cultura implemente salas de cinema em museus já existentes, pois economizaria em profissionais e custos fixos, para que exiba filmes de forma permanente com ingressos de baixo valor a fim de que qualquer pessoa assista um filme. Além disso, o governo federal por meio de incentivos fiscais à empresas privadas estimularia a aplicação de recursos financieros em projetos cinematográficos elaborados por estudantes de cinema brasileiros. Dessa maneira, a produção e distribuição de curta e longa metragens seriam custeados por empresas privadas e o lucro não seria o principal alvo de criações cinematográficas e sim a propagação da cultura com o objetivo de espalhar a arte tornando a realidade mais prazerosa.