ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 07/12/2021
O cinema revolucionou a história do entretenimento, uma vez que forneceu ao homem diferentes possibilidades de criação. Isto é, os universos produzidos na cinematografia por serem consideradas ferramentas para instrução, reflexão e educação, passaram a fazer parte do meio cultural. A partir do pressuposto, é visível que o acesso às obras cinematográficas são importantes para que o cidadão conheça sua sociedade. Contudo, no Brasil, o cinema enfrenta problemas que dificultam a democratização, como a desertificação do espaço urbano e a desigualdade social.
A partir disso, vale ressaltar que a maioria dos cinemas do país estão localizados em ambientes, normalmente, voltados para a classe média. Esse cenário fere o artigo 27 da Constituição Federal de 1988 que garante o acesso à cultura a todos os cidadãos. Em outras palavras, a redução da cinematografia de rua ocasiona a diminuição de pessoas que moram em periferias e em regiões afastadas de shoppings, uma vez que existe uma grande distância entre os lares e esse ambiente de entretenimento, consequentemente, há o aumento das despesas gastas com o deslocamento. Dessa forma, é visível a que a desertificação do espaço urbano dificulta a democratização do cinema.
Ademais, o alto custo do ingresso influencia, diretamente, na caracterização do público. Isto é, pelo motivo de a maioria dos cinemas brasileiros se encontrarem em locais, normalmente, direcionados para a classe média, como shoppings, o preço da entrada se torna mais elevado, pois as despesas, para se manter naquela localização, são maiores. Como consequência, a maior parte da parcela periférica da sociedade tem o acesso às obras cinematográfica dificultados, uma vez que não podem arcar com os gastos elevados do ingresso, por não se encaixarem no orçamento familiar. Assim, é visível que a desigualdade social restringe uma parte do público.
Portanto, é perceptível que a problemática é agravada por problemas sociais. Logo, a Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania deve expandir os locais que apresentam a sétima arte para longe dos grandes centro urbanos, por meio de parcerias com instituições privadas exibidoras de filmes, que se beneficiarão caso provem, por intermédio de relatórios semetrais, o aumento de seus serviços a preços populares fora dos shoppings. Isso servirá para aumentar o número desses ambientes de entretenimento, a fim de diminuir a desertificação do espaço urbano e diminuir a diferença gritante de classe social do pública. Dessa maneira, o acesso ao cinema será democratizado.