ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 15/02/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a acessibilização da cinematografia entre os brasileiros apresentam barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse sentido, esse cenário antagônico é fruto tanto do subfinanciamento, quanto de públicos específicos. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a democratização ao acesso do cinema deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atenção das autoridades, a omissão de recursos para a cultura, logo, se torna evidente no escasso valor atribuído em áreas culturais. Isso fica notório nos baixos valores investido na cinematografia, não obstante, ocasiona a alienação cultural e o distanciamento do público com o lazer. Desse modo, faz-se mister uma reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a exiguidade da diversidade promove o problema. Partindo desse presuposto, a ausência intrínseca de públicos com necessidades empeciais, proporciona uma ideia distorcida da Constituição Federal, em que a cultural é democrática e garantida a qualquer cidadão. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o afastamento da cultura nacional contribui para esse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar a falta de democracia do cinema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Infraestrutura, desenvolverá projetos de criação de salas de cinemas, principalmente em cidades periféricas, no qual a ausência de cultura e lazer é predominante. Além disso, cabe ao Ministério da Cidadania, promover propagandas em meio as cidades e na forma mediática, no modo que provoque o interesse e deslocamento dos públicos portadores de deficiência. E assim, quem sabe um dia a coletividade alcançara a Utopia de More.