ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 10/06/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, todos os indivíduos têm o direito à educação, cultura e bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação à democratização do acesso ao cinema ainda impede que certa parcela da população desfrute de seus direitos na prática devido, não só ao déficit educacional, mas também a desigualdade social.

Em primeiro lugar, evidencia-se que à educação é um fator determinante no desenvolvimento do país. Atualmente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente e igualitário. No entanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na problemática. Segundo dados do G1, somente 27% das instituições de ensino possuem infraestrutura adequada para à exibição de filmes aos seus alunos. Diante de tal contexto, é inadmissível que 73% das escolas brasileiras não apresentem a cinegrafia como ferramenta de aprendizagem e inclusão para seus estudantes, por meio de filmes e documentários referentes as disciplinas estudadas na base curricular.

Além da educação, a desigualdade social também é fator essencial para permanência da problemática. Com o avanço da globalização, houve um forte aumento da desigualdade socioeconômica, gerando um crescimento desordenado da segregação sócio espacial, na qual basicamente consiste em afastar à população pobre dos grandes centros urbanos, aonde em sua maioria se localizam as cinematografias. Diante do exposto, é inaceitável que em pleno século XXI, ainda uma parcela da população não desfrute de seus direitos à cultura e lazer. Nesse sentido, é notório que medidas devem ser tomadas visando a inclusão deste grupo na sociedade contemporânea.

Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos para garantir a solidificação de políticas no qual visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o Governo, em parceria com os Ministérios da Educação e da Cidadania, financiem projetos educacionais e os desenvolvam em praças urbanas, próximo as comunidades mais carentes, visando uma maior inserção deste grupo. Além disso, cabe ao Governo articular campanhas, palestras e movimentos, no qual busque promover e demostrar a importância do  acesso ao cinema a todos em sua saúde mental, através de propagandas televisivas, entrevistas em jornais e notícias. Desse modo, o Brasil poderá superar a problemática e garantir não só no papel, mas também na prática a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU.