ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 09/06/2020

Em um dos episódios da série “Riverdale” é retratada a luta dos personagens contra o fechamento de um cinema ao ar livre, onde os valores eram mais baixos, entretanto, os protagonistas não conseguem manter o local aberto e ele acaba sendo fechado, deixando as populações carentes sem entretenimento. Analogamente, no Brasil atual, as populações com menos recursos financeiros também não tem acesso à determinados meios culturais, portanto, tornou-se evidente que o cinema deve ser democratizado e para isso barreiras como a lógica capitalista e a anomia social devem ser vencidas.

Em primeiro lugar, é importante mencionar a lógica capitalista. “Comprar, gastar e ganhar” é o lema das sociedades consumistas atuais, esse bordão impacta, principalmente na indústria cultural. Já que, diversos entretenimentos, como o cinema, possui ingressos com um valor muito alto, consequentemente as populações mais carentes não tem acesso à cultura cinematográfica.

Outro termo importante é a “Anomia social”. O sociólogo Émile Durkheim criou o termo anomia que significa a perda de valores da sociedade. Se o sociólogo observasse a questão do cinema no Brasil, possivelmente, concluiria que o Brasil está anômico. Uma vez que a constituição brasileira determina que o lazer é uma atividade vital e um direito do cidadão, tornou-se notável que os governantes não estão respeitando um valor vital da constituição, já que diversas comunidades carentes são excluídas por não conseguir ter acesso ao cinema.

É importante, portanto que medidas sejam tomadas para combater as diversas barreiras. É primordial que os municípios, juntamente com as escolas, realizem sessões cinematográficas em praças públicas e dentro do ambiente escolas. Através da taxação de um valor simbólico, como “um real”, filmes modernos poderão ser adquiridos e transmitidos semanalmente nas cidades. Assim, a população carente terá acesso à cultura cinematográfica e um dia, talvez, o Brasil possua vários cinemas acessíveis a todos, como em “Riverdale”, antes da lógica capitalista.