ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 02/06/2020

Segundo o filósofo chinês Confúcio: “ Se queres prever o futuro estuda o passado”. Tal afirmação recorda a imensa desigualdade social brasileira, oriunda de processos que a amplificaram, como a exploração dos índios e o comércio de escravos negros, infelizmente, essas ocorrências refletem em menor democratização das salas de cinema que faz-se um indicador evidente desse problema.

Apesar desse entrave, ainda há espaço para mudar esse quadro, sucessos extraordinários de bilheteria, como “Vingadores” e o “Coringa”, despertam grande interesse do público, colocando esta indústria em alta, o Estado da arte no entretenimento é uma grande oportunidade de levar mais salas de cinema para cidades menores e distantes do centro-sul.

Contanto, mesmo com esses sucessos recentes, menos de 20% das pessoas assistem aos filmes no cinema, a frequência de espectadores depende muito do desenvolvimento regional e da inclusão de pessoas historicamente marginalizadas dessas atividades, como negros, índios e nordestinos pobres, não apenas desse entretenimento, mas das decisões da sociedade também, da política e das universidades, a inclusão social já se mostrou capaz de distribuir renda e participação desses grupos em outras áreas.

Portanto, a melhor maneira de melhorar este índice é a inclusão. Hoje, a maioria das universidades públicas, como a UERJ, ofertam aproximadamente a metade de suas vagas a minorias por meio de políticas afirmativas. Logo, o congresso deve legislar ações afirmativas para reduzir o valor do ingresso de negros, índios e nordestinos pobres para as salas de cinema a fim de incentivar este público que ainda encontra-se, em sua maior parte, excluído dessa atividade.