ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 04/06/2020
Promulgada em 1988, a Constituição brasileira garante a todos os cidadãos o acesso à cultura. Saindo do papel, é possível afirmar que a realidade do Brasil, lamentavelmente, não garante tais direitos quanto a admissão aos cinemas no Brasil, devido a elitização da cultura, bem como a desigualdade social, tornando-os não democráticos.
Primordialmente, é válido ressaltar que o processo de elitização da cultura começou com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, quando o estado do Rio de Janeiro tornou-se centro de construções como bibliotecas e teatros, disponíveis para a elite social. Dessa forma, a população brasileira não possuía acesso à cultura. Tal fato pode ser observado até os dias atuais, quando pessoas de menor poder aquisitivo não tem alcance as salas de teledramaturgia devido ao alto preço dos ingressos, marginalizando grande parcela da sociedade.
Outrossim, é importante destacar que a distribuição das salas de cinema brasileiras é extremamente desigual, se concentrando em regiões mais desenvolvidas dos país. Isso ocorre graças ao conceito de Indústria Cultural, tratada no livro do filósofo Theodor Adorno, onde a cultura é vista como produto dependente do mercado. Desse modo, a população que mora em áreas rurais e periféricas apresentam maiores dificuldades de alcance. Segundo o geógrafo Milton Santos, a organização do espeço reflete a desigualdade social existente.
Portando, é imprescindível que o Estado tome medidas para mudar esse quadro. Logo, cabe à iniciativa privada, em parceria com governos estaduais e municipais promover a interiorização das salas de cinema, por meio de construções afastadas dos polos econômicos. Bem como a redução dos preços para pessoas com menor poder aquisitivo. Ademais, plataformas digitais streaming devem disponibilizar filmes gratuitos para o público. Feito isso, a população brsileira caminhará para a completude d