ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 01/06/2020
No seriado mexicano “Chaves”, mostra a vida precária do protagonista, que para ter acesso a essa categoria de cultura, como os filmes, necessita ir à procura de alguém que possua um meio de exibição, no caso a Dona Florinda, a única na vila que possui uma televisão. Infelizmente, a realidade no Brasil é a mesma, muitos brasileiros não possuem renda suficiente que possibilite seu acesso ao cinema, ou a uma televisão, o que os impede de usufluir desse lazer e forma de entretenimento.
A princípio, esse problema se relaciona diretamente à desigualdade social. Desse modo, a Revolução Industrial trouxe diversos aspectos positivos para a sociedade hodierna, como os avanços tecnológicos. No entanto, a Revolução promoveu o aumento na desigualdade social, pois gerou grande concentração de renda na classe social que controla os meios de produção, ou seja, a elite. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível perceber o legado histórico presente na questão do acesso ao cinema até hoje. De acordo com o jornal UOL, o Brasil é o 7° país mais desigual do mundo, ou seja, o país está longe de oferecer todos os diretos que são dos cidadãos.
Consequentemente, com a renda concentrada na elite, há uma piora na distribuição de recursos entre os cidadãos. No entanto, nem todos têm a renda necessária para frequentar o espaço cinematógrafo, que requer muitos recursos, meios de transporte, dinheiro, entre outros. Então se conclui que boa parte da população é excluída e que o cinema é elitizado, enquanto deveria ser direito de todos os cidadãos, cujo está apresentado na Constituição Federal, no artigo 6, evidenciando que o lazer deveria ser garantido a todos.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da cultura, junto do Ministério da Economia, devem criar um cartão que possiblite a todos o acesso gratuito ao cinema, sendo adquirido com o comprovamento do cidadão de possuírem a renda inferior a dois salários mínimos e a permissão de 2 entradas gratuitas por mês. Sendo assim, teremos a democratização do cinema no Brasil, além da diminuição da desigualdade social por assegurar esse direito de lazer a todos, sem distinção.