ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 04/06/2020
O Brasil, por suas características de crescimento, e apesar da crise do coronavírus, é classificado como um país moderno. Tal conceito pode ser, no entanto, questionado diante dos indicadores sociais como, por exemplo, a falta de lazer entre as camadas da população menos favorecidas. Nesse contexto, torna-se possível de discussão a democratização do acesso ao cinema, seja por inoperância do Estado, seja por ausência do cinema em algumas cidades.
De um lado, percebe-se que o Governo ao longo de décadas pouco se preocupou em cumprir o que estar previsto na Constituição do país — em que todo cidadão tem direito do acesso ao lazer. O que predomina, todavia, é o confronto da disciplina de Confúcio, filósofo Chinês, em que, segundo ele, não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros. Sob esse viés, convém citar que de acordo com o site “meio e mensagem” em um período de trinta dias, cerca de 80% da sociedade não tem acesso ao cinema. Desse modo, é de suma importância a união do povo para cobrar a democratização do cinema frente ao poder público e, com certeza, isso é solução válida.
Por outro lado, é importante lembrar que algumas regiões do país sobretudo as de menos influência economicamente não possuem salas de cinemas — como, por exemplo, em alguns municípios da parte nordeste do país. Desse modo, trás à luz de José Saramago, prêmio Nobel de Literatura, em que, na falsa democracia mundial, o cidadão está à deriva, sem a oportunidade de intervir politicamente. Sob essa ótica, percebe-se que, infelizmente, os programas de crescimento e desenvolvimento das regiões mais pobres não alcançou, ainda, os investimentos que devem ser direcionados para espaços de entretenimento do povo que, fica configurado pela ausência de empresas para oferecer o serviço em discussão nos municípios.
Destarte, para que essa problemática não permaneça nos “novos erros”, como diz Confúcio, é preciso políticas públicas mais efetivas para reverter esse quadro. Sendo assim, cabe ao Governo , mediado pelo Poder Legislativo, elaborar dispositivos normativos que facilite o acesso das pessoas aos cinemas. Essa ação deve ser feita por meio de discussão entre os parlamentares e a sociedade civil organizada, com a participação da imprensa nacional, a fim de provocar a participação dos indivíduos ciente das ferramentas que democratiza o cinema. Além disso, vale complementar que nessa mesma discussão seja estabelecida a criação de uma carteira estudantil gratuita e custeada pelo Governo Federal. Assim, com essas medidas será possível tornar viável o acesso ao lazer das pessoas com menos poder econômico, uma vez que se rompe a “deriva” defendida por Saramago.