ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 17/03/2020

Em 1985, em Paris, foi criado o primeiro telão cinematográfico da história, o qual, desde aquela época, já chamava a atenção do público e era uma forma de lazer. Entretanto, depois de quase um século, substancial parcela da população não tem acesso ao cinema, seja por causa da falta de investimentos ou da praticidade dos brasileiros.

A princípio, a ausência de recursos destinados às cidades intensifica a restrição do cinema. Acerca dessa premissa, John Locke dissertava que os indivíduos confiam suas necessidades no estado, que me contrapartida deve -ou deveria- garantir direitos básicos à sociedade, tal como: o lazer. Mas, ao invés disso, a população não frequenta o cinema, pois não existe cinema acessível próximo da sua casa. Dessa forma, o que era para ser um recurso democrático torna-se restrito e, assim, o poder Público que poderia possibilitar essa democratização permanece inerte e incapaz de cumprir com a ideologia de Locke.

Ademais, não é viável para os brasileiros que, em muitos casos, estão atarefados saiam de seu lar para gastar o seu dinheiro e o seu tempo com, respectivamente, ingresso e transporte para poder assistir ao cinema. Diante dessa realidade, segundo a pesquisa do IBGE, 8 a cada 10 brasileiros não frequentam aos telões cinematográficos. Em decorrência disso, muitos brasileiros preferem assistir aos filmes em casa, pois é uma forma de economizar e, ao mesmo tempo, poupar tempo. Porém, se privam da cultura do cinema.

Em suma, fica evidente que medidas precisam ser feitas para que haja democratização do acesso ao cinema no Brasil. Portanto, o Ministério da Cidadania em parceria com os Municípios, deve criar novos pólos de cinema, de preferência em cada bairro, que teria o preço do ingresso acessível a todos os cidadãos. Este preço poderia ser estabelecido de acordo com a localização do cinema. Além disso, a criação seria feita por intermédio de verbas governamentais, com a finalidade da população conseguir o acesso  ao espetáculo criado em 1985.