ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 03/03/2020
Tendo os filmes como objeto de entretenimento, o cinema se destaca como um dos escapes da sociedade contemporânea. Entretanto, são diversos os percalços que circundam o contexto do acesso às grandes telas no Brasil e a TV passa a ser um meio alternativo. Então, faz-se necessário discorrer acerca da democratização do acesso ao cinema e o seu impacto no mundo das mídias digitais. Em primeiro lugar, democratizar o acesso ao cinema se trata de não só permitir, mas possibilitar que todas as classes sociais tenham pleno acesso ao meio. Não obstante, é fundamental esclarecer que a diferença entre as duas ações se fundamenta no fato de que todos têm permissão, mas a possibilidade é limitada àqueles capazes de arcar financeiramente, ou seja, o indivíduo baixa renda encontra dificuldades de acesso à cultura e entretenimento por conta dos valores cada vez mais exorbitantes. Dessa forma, não é negado pela Agência Nacional Do Cinema, ANCINE, a privilegiação das áreas de alta renda e a exclusão das periferias quando se trata do fornecimento cinematográfico. Em segundo lugar, ao entender que o público dos cinemas se encontra limitado devido ao caráter elitista do órgão, é imprescindível analisar o impacto desse fato na distribuição dos telespectadores. Nesse ínterim, não somente o cidadão baixa renda não pode arcar com as despesas do cinema, como, diante do atual quadro econômico brasileiro, toda a sociedade busca economizar e escolhe opções mais baratas. Consequentemente, meios gratuitos, menos caros ou até mesmo a pirateação são buscados e o cinema é negligenciado e levado à falência, o que é evidenciado nos números levantados pelo site Meio & Mensagem, já que 88% da população não tem o cinema como primeira escolha de acordo com suas pesquisas. Logo, é inegável a necessidade de medidas para democratizar o acesso ao cinema e excluir os efeitos dos impactos negativos relacionados ao quadro da não democratização. Desse modo, o Governo Federal, em sua característica de órgão administrativo máximo, a fim de possibilitar que todos tenham pleno acesso ao cinema e garantir a sua democratização, deve agir com medidas populistas por meio das meias entradas a todos os civis de baixa renda, garantindo cultura e entretenimento a todos. Concomitantemente, o Estado, em seu dever de manter o estado de bem-estar social, precisa fornecer incentivos fiscais às empresas cinematográficas para que sejam construídos cinemas nas áreas periféricas, medida que garante facilidade e preços baixos que não ocorrem em bairros nobres, contornando a problemática da falência e da busca por meios alternativos.