ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 17/03/2020
Segundo perspectiva da filósofa brasileira Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema com direitos igualitários para todos, sem ações que prejudique um grupo em prol do outro. No Brasil, entretanto, tal premissa dificilmente é cumprida visto os desafios da democratização do acesso ao cinema, advindos da baixa renda de grande parte da população brasileira. Nesse âmbito, convém analisar acerca da causa, consequência e possível resolução da problemática.
Em primeiro plano, cabe compreender fatores que permitem a manutenção do impasse. Nessa lógica, em consonância com a Declaração Universal dos Direitos Humanos -DUDH, a Constituição Federal brasileira prevê à todo cidadão o direito ao bem-estar e lazer. Sob tal ótica, é notório que devido o alto valor monetário dos ingressos dos cinemas hodiernamente, faz com que inúmeros cidadãos não tenha acesso ao mesmo. Dessa forma, é inadmissível um país signatário da DUDH não fornecer uma maior acessibilidade de grande parte da população ao ambientes cinematográficos.
Outrossim, de acordo com o físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Consoante ao pressuposto, o cinema se configura como um importante instrumento do processo de socialização proposto pelo sociólogo Giddens. Por conseguinte, torna-se evidente que o baixo acesso da população aos cinemas permite a formação de um maior número de cidadãos com baixo senso crítico.
Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para a conscientização dos cidadãos acerca do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura -MEC- crie, por meio de verbas governamentais cinemas públicos e itinerantes por todo o país, para que assim as famílias carentes tenham um maior acesso a tais meios de lazer. Desse modo, o conceito de democracia defendido por Marilena Chauí será cumprido e a democratização do acesso ao cinema no Brasil sancionado.