ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Enviada em 11/09/2025

O filme Cinema, Aspirinas e Urubus critica a desigualdade de acesso aos bens culturais no Brasil, evidenciando como a falta de oportunidades limita o desenvolvimento social e intelectual da população. De forma semelhante, a democratização do cinema ainda ocorre de maneira desigual entre classes sociais e regiões. Esse cenário é agravado pela escassez de investimentos em infraestrutura cultural e pela concentração das salas em grandes centros urbanos, dificultando a universalização desse meio de expressão artística.

Segundo Vygotsky, “o ser humano é facilmente influenciado pelo meio em que está inserido”, o que evidencia a importância da cultura na formação de cidadãos críticos. Nesse sentido, o cinema tem papel essencial na construção da identidade social. Porém, de pouco adianta criar políticas culturais sem a distribuição adequada de equipamentos públicos, como cinemas comunitários, o que impede que grande parte da população, sobretudo em áreas periféricas, tenha contato com diferentes produções, perpetuando a exclusão cultural.

Thomas Hobbes, em Leviatã, defende que o Estado deve adotar medidas para promover o progresso social. No Brasil, leis como a nº 12.485/2011, conhecida como Lei da TV Paga, foram criadas para incentivar a produção audiovisual nacional. Contudo, sem fiscalização efetiva e investimentos, essas políticas se tornam insuficientes, mantendo a concentração das salas em regiões privilegiadas e a exclusão cultural.

Diante disso, é evidente que a desigualdade no acesso ao cinema resulta da falta de investimentos e da má distribuição de espaços culturais. Para mitigar esse problema, o governo federal, por meio do Ministério da Cultura e em parceria com ONGs e empresas privadas, deve criar salas populares em comunidades carentes e incentivar a produção nacional independente. Assim, será possível ampliar o alcance do cinema e fortalecer a identidade nacional, rumo a uma sociedade mais justa e igualitária.