ENEM 2019 - Democratização do acesso ao cinema no Brasil
Enviada em 12/09/2025
Segundo o sociólogo Zugmunt Bauman, negar a visibilidade a um grupo é privá-lo de existência plena no espaço coletivo, cosiderando-o a uma espécie de “morte social”. Nesse sentido, a reflexão do autor evidencia que a problemática de democratização a acesso ao cinema no Brasil expõe um processo de exclusão que ameça a dignidade desse grupo. Dessa forma, torna-se urgente analisar as principais causar desse quadro é desigualdade social e a negligência governamental.
Diante disso, é de extrema importância ressaltar que a disparidade socioeconômica agrava as adversidades. Sob esse viés, a série “Cine Hollíudy” retrata uma cidade pequena, onde a população tem acesso limitado à cultura, ao lazer e às oportunidades. A história demonstra, de forma leve, como a injustiça social afeta o acesso à arte: enquanto grandes centros têm cinemas e teatros, cidades menores ficam sem opções e dependem da criatividade dos moradores locais para ter contato com esse tipo de entretenimento. Logo, é fundamental que políticas públicas incentivem a democratização da cultura, garantindo que o acesso de um entretenimento de qualidade à todos.
Além disso, é necessário entender como a inoperância estatal impede a democratização do cinema. Desse modo, é possível relacionar esse obstáculo à notícia da revista Metrópoles, de 2019, na qual foi divulgado que 5.109 dos 5.570 municípios brasileiros não dispõem de salas de cinema. Esse dado evidencia um problema de logística do governo em relação à distribuição de locais para assistir a filmes nacionais e internacionais, o que, por conseguinte, dificulta o acesso da população à cultura.
Portanto, é preciso superar os impasses para a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Dessarte, a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) deve criar políticas públicas que incentivem circuitos alternativos — como cineclubes, festivais itinerantes, exibições escolares, entre outros — para ajudar a quebrar a concentração de salas nos grandes centros urbanos, permitindo que municípios pequenos e regiões periféricas tenham contato com cinema de qualidade, possibilitando, assim, que todos tenham acesso irrestrito às salas de cinema.