ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha Nazista, fundada em ideais arianos de pureza de raça, foi responsável pela morte de milhares de deficientes mentais e físicos, dentre eles, os surdos. Hoje, contudo, percebe-se a importância da inclusão dessas pessoas no âmbito social e que, ao se tratar da formação educacional dos surdos, o Brasil ainda encontra diversos desafios. Nesse contexto, existem fatores que não podem ser negligenciados, como a falta de infraestrutura de ensino adequada e o despreparo dos profissionais de educação atuais para lidar com essa situação.

Em primeira análise, cabe pontuar que a falta de um ambiente escolar adequado impossibilita a educação dos surdos, no país. São poucas as escolas, tanto inclusivas quanto especiais, e nas existentes, capazes de oferecer ensino a essas pessoas, faltam recursos como material assistivo, para os que usam a Libra para comunicar-se, e livros, para os que aprenderam a ler, o que desestimula os surdos a tentarem investir em sua própria educação. Uma prova disso é visível nas quedas das matrículas de surdos na Educação Básica entre 2011 e 2016, segundo dados divulgados pelo Inep. Logo, é notória a necessidade de investimento em estrutura básica para a educação de surdos.

Outrossim, é pertinente colocar em relevo que a falta de professores especializados também é um desafio da formação dos surdos. Segundo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, percebe-se que a falta de instrução e do ensino da Língua Brasileira de Sinais dentro das universidades faz com que professores em formação se tornem incapazes de lidar com portadores da surdez. Ademais, dentro desse mesmo ambiente, universitários portadores dessa condição muitas vezes não existir a disponibilidade de professores capazes de instruí-los da maneira correta, o que pode, por conseguinte, comprometer seu ingresso no ambiente de trabalho futuramente.

Diante dos desafios supracitados na educação de surdos no Brasil, portanto, urge a tomada de medidas eficazes para combatê-los. O Ministério da Educação, financiada pelo Governo Federal e por instituições privadas, deverá investir na criação de escolas especiais e inclusivas, além de disponibilizar salas especializadas em didática assistiva, a fim de promover melhor inclusão dos surdos no ambiente escolar com infraestrutura adequada ao ensino. Também, o Ministério da Educação, em parceria com as universidades públicas e privadas, deverá criar metodologias de ensino que abranjam principalmente estudantes surdos e áreas de cursos ligadas ao lecionamento, como a pedagogia, por meio do ensino da Libra do meio universitário, para que se tenha um corpo docente capaz de lidar com os portadores da surdez futuramente, nas escolas e nas universidades. Logo, poder-se-á afirmar que a pátria educadora oferece mecanismos exitosos no combate aos desafios na educação de surdos no Brasil.