ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

A Constituição Cidadã assegura o direito à plena educação a deficientes auditivos. No entanto, a realidade mostra que a inclusão destes nos processos de aprendizado encontra-se gravemente prejudicada. Nota-se que o acesso ao ensino por parte dos surdos é inviabilizado, seja pela falta de professores habilitados, seja pela ausência do reconhecimento desse grupo como setor da sociedade.

É preciso pontuar, de início, que a carência de professores preparados para lecionar a esses indivíduos constitui uma das maiores barreiras a serem ultrapassadas. Segundo a teoria sociocultural do pensador Vygotski, a educação se dá por intermédio da esfera social; nesse sentido, fica evidente que a dificuldade do contato entre aluno e professor põe em xeque a transmissão do conhecimento.

Ademais, os deficientes auditivos ainda possuem pouca representatividade em meio à sociedade. Negligenciar a existência desse grupo mina seus direitos ao desvalorizar a necessidade da criação de políticas públicas voltadas a auxiliá-lo, pois, parafraseando o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, “na era da informação, invisibilidade é morte”.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse da difícil formação de surdos na pátria verde-amarela. Em primeiro lugar, o Estado deve direcionar maior verba para o Ministério da Educação, a fim de que este invista na capacitação de professores por meio de cursos e seminários, de modo a ofertar um maior número de educadores instruídos. A TV aberta, por sua vez, deve divulgar peças publicitárias que representem e aumentem o reconhecimento dessa minoria.