ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

Durante a Idade Média, qualquer deficiente era punido, normalmente, na fogueira, isso acontecia pelo Santo Ofício, órgão da Igreja Católica responsável pelos atos. Na visão o da época ser deficiente era algo demoníaco, como o Brasil foi colonizado por Portugal, no qual foi comum a atuação do Santo Ofício, a ideia persistiu por um tempo. Em nosso país, a educação para surdos inicia em 1857, porém a inclusão ainda não é uma realidade, tal cenário deve ser alterado.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras), em 2002, passou a ser o segundo idioma oficial do Brasil. Porém, poucos brasileiros são fluentes em Libras, ou seja, a população não está pronta para a inclusão de surdos nas escolas, universidades e empresas. Mesmo com a educação para surdos desde 1857, a sociedade não é apta para a inclusão, pelo simples motivo de não possuirmos capacidade para a comunicação. Podemos exemplificar isso com o fato de Libras não ser uma das disciplinas obrigatórias da educação brasileira, sendo assim a inclusão é dificultada.

Em concordância com o exposto anteriormente, é importante ressaltar que há uma lei no Brasil, na qual fica estabelecido o direito à educação para surdos. Porém, não é observado isso no sistema educacional, pois não existe lugar para os cidadãos desprovidos de audição na educação, a exemplo, no ano de 2016, somente 20 milhões de alunos estavam matriculados em salas comuns com inserção educacional.

Diante do triste quadro, é necessário que o Ministério da Educação insira como disciplina obrigatória a Libras e deve ocorrer, também, uma melhor formação dos profissionais de educação do Brasil. Pois dessa forma a educação para surdos será uma realidade na sociedade brasileira. Logo, somente assim tais cidadãos serão incluídos no sistema educacional, podemos exemplificar que tal inclusão ocorrerá, por meio, do bilinguismo dos cidadãos brasileiros.