ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 14/11/2017
Na Grécia Antiga, indivíduos que possuíam alguma deficiência eram privados de direitos políticos e sociais, sendo assim excluídos da sociedade. Atualmente, observa-se que no Brasil, indivíduos que possuem deficiência auditiva encontram uma grande dificuldade no acesso à educação, o que representa a necessidade de inclusão destes.
É notório que existem leis que garantem a democratização do ensino, porém, estas se mostram insuficientes, uma vez que surdos estão menos matriculados em escolas quando comparados a indivíduos que não apresentam a deficiência. Tal fato é ocasionado pela falta de profissionais que dominam a linguagem de libras, necessária para a formação educacional destes. Há também a concepção social baseada no senso comum de que indivíduos com deficiência auditiva não podem ter acesso à educação, levando à invisibilidade desses em sociedade e a não procura da educação.
Assim, a sociedade alimenta um preconceito no que tange a inclusão social de surdos, fato justificado por Durkheim em sua teoria do fato social, onde o preconceito presente na Grécia Antiga para com estes indivíduos se transformou e continua em sociedade, passado de geração em geração pelo fato social, segundo o sociólogo.
Com base na problemática apresentada, faz-se necessário que o Ministério da Educação estabeleça o ensino obrigatório de libras, assim como a formação de profissionais que dominem tal linguagem a fim de tornar mais efetiva a comunicação entre estes e indivíduos com deficiência auditiva. Cabe aos meios midiáticos a criação de propagandas que sejam exibidas em horário nobre e em canais abertos a fim de mostrar para uma maior parcela da população que surdos possuem total capacidade de frequentarem escolas, ampliando sua adesão à educação.
É necessário que órgãos educacionais ofereçam palestras, guiadas por educadores e psicólogos, para informar crianças e adolescentes sobre a necessidade e importância da inclusão, rompendo assim com o fato social apresentado. Dessa forma, é possível tornar a sociedade mais igualitária por meio do que Kant chama de Imperativo Categórico, onde o indivíduo deve agir de modo que sua máxima seja válida para ele e para outrem.