ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

As pessoas com deficiência auditiva possuem os mesmos direitos e deveres que qualquer cidadão brasileiro, incluindo o acesso à uma educação de qualidade. Todavia, os surdos enfrentam diversas intempéries para o pleno exercício desse direito. Desde a educação básica as crianças com essa deficiência sofrem com o preconceito dos colegas de sala, apenas por apresentar uma característica diferente, além disso, nem todas as escolas possuem infraestrutura adequada para oferecer uma educação de qualidade a esses indivíduos. Isso ocorre devido à falta de investimentos em educação especial e a falta de tolerância com o diferente.

Apesar de ser um direito do surdo e um dever do Estado, assegurado pela Constituição do país, nem todo deficiente auditivo consegue prosseguir em seus estudos. Pois, não são todas as unidades de ensino que possuem os investimentos necessários para a educação especial. Dessa maneira, quando os pais do deficiente auditivo buscam matricular seu filho em uma escola, nem sempre estes conseguem vaga, em razão da escola não ter a estrutura necessária para abrigar um deficiente. Destarte, as matriculas de surdos na educação básica vem decrescendo desde 2011, segundo pesquisa do Inep.

Outrossim, os deficientes auditivos que residem em terras tupiniquins sofrem com a intolerância nas escolas e até mesmo no mercado de trabalho. Desde a infância, os surdos enfrentam o preconceito nas escolas e em seu círculo social e, não obstante, essa problemática cresce quando chega a fase adulta. Ao tentar se inserir no mercado de trabalho, os surdos esbarram no pensamento ultrapassado de que os deficientes são incapazes, não conseguindo emprego. Sendo assim, em toda sua vida os surdos são obrigados a derrubar diversas barreiras impostas pela sociedade brasileira.

Nesse âmbito, torna-se evidente, portanto, que a problemática da formação de surdos no espectro educacional demanda eficientes medidas. Primeiramente, o Poder Público deve investir recursos nas escolas especiais, contratando professores qualificados de Libras, além de estruturas para estes, aumentando, dessa maneira, a matrícula de surdos na educação básica. Ademais, as ONGs envolvidas nessa problemática devem promover campanhas na TV e rádio, demonstrando a importância de conviver com o diferente. Afinal, segundo Helen Keller, ativista social: “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”.