ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

Jovens deficientes auditivos com rendimento escolar muito baixo. Surdos tentando aprender conteúdos em salas de aula somente por meio da leitura labial. Essas situações, infelizmente, retratam a realidade de inúmeros deficientes auditivos hoje em dia no Brasil: dificuldades na formação educacional. No meio de vários obstáculos enfrentados por eles destacam-se, sobretudo, a falta de interpretes em instituições de ensino e a ausência de iniciativa dos professores.

Em primeiro lugar, é valido refletir sobre a carência de profissionais qualificados que auxiliem a educação dos surdos em escolas e universidades. De fato, uma vez que grande parte dos centros educacionais públicos e privados no país não contratam interpretes (os quais são responsáveis por criarem um canal de comunicação efetivo entre o professor e o deficiente auditivo) esses estudantes não aprendem de forma adequada o conteúdo apresentado em sala de aula, o que pode conduzir a reprovações e até mesmo a evasão escolar.

Além disso, é relevante discutir o não uso adequado de meios alternativos para facilitar a educação dos surdos. Apesar dos professores usarem projetores de imagens, filmes e documentários nas aulas, eles ainda não utilizam esses recursos visuais para melhorar a aprendizagem dos deficientes auditivos de forma integral.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de avaliar esse quadro problemático. Dessa forma, cabe a União fiscalizar as instituições de ensino, afim de garantir o direito que todo aluno surdo tem a um interprete. Ademais, compete aos colégios e universidades ofertar , com o apoio do Ministério da Educação, cursos de Libras aos profissionais da educação, com a intenção de melhorar a assistência aos deficientes auditivos.