ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 14/11/2017
A Declaração Universal dos Direitos Humanos - proclamada em 1948 pela ONU - garanti a todos brasileiros o direito à educação inclusiva. Contudo, no Brasil, nota-se que os cidadãos surdos não tem seus direitos garantidos na prática. Com efeito, não é aceitável um país que se considera democrático, seja indiferente na educação para surdos. Nesse contexto, deve-se analisar a falta de investimento do Poder Público como desafio para formação educacional de surdos, assim como seus efeitos arraigados, com intuito de tomar medidas solucionadoras.
De início, o Poder Público é o principal responsável pela falta de investimentos na formação escolar dos surdos. A esse respeito, segundo Zygmunt Bauman, na obra “ Modernidade Líquida ” retrata as “Instituições Zumbi” como possuidoras de verbas, porém mortas, logo, não dão importância no desenvolvimento do país. Prova disso é o Estado Brasileiro que mesmo possuindo verbas, não oferta investimentos na escolarização de pessoas surdas. Não é a toa, então, que segundo o INEP, entre os anos 2011 e 2016 houve um decréscimo das matriculas de surdos na educação básica.
De outra parte, a repugnante falta de investimentos no sistema educacional para surdos tem gerado sérias consequências. Percebe-se isso, nas instituições escolares que não possui professores adaptados em libras e pela falta de recursos tecnológicos, por exemplo, vídeos adaptados em braille, o que acaba por ocasionar certa falha na educação inclusiva. Além disso, empresas brasileiras e faculdades não oferecem cursos técnicos profissionalizantes para pessoas com surdez. Por conseguinte, torna-se desigual oportunidades de trabalhos para cidadãos surdos.
Percebe-se, portanto, que a falta de investimentos é o principal desafio na formação escolar dos surdos, tendo possíveis causas e consequências. Nesse sentido, faz-se necessário a realização de fóruns, debates e palestras promovidas pelo Ministério da Educação, com a participação de especialistas do Instituto Nacional de Educação de Surdos tendo a finalidade de assegurar e incluir equipamentos e profissionais especializados em braille no ensino fundamental, médio e superior, com o objetivo de garantir um ensino digno para pessoas surdas. Ademais, o Poder Legislativo deve aperfeiçoar as leis que assegura e contratem cidadãos surdos, a fim de garantir a visibilidade de pessoas com surdez no ambiente de trabalho. Afinal, como afirmado pelo escritor Nelson Mandela: “ a educação é o melhor caminho para mudar o mundo.”