ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

Até meados do século XX, muitos deficientes sofriam discriminação por parte de suas famílias e eram encaminhados para manicômios em cidades interioranas, com o objetivo de escondê-los da sociedade e realizar uma política de “higienização”. Na atualidade, além do preconceito vivido por essas pessoas, soma-se a dificuldade na construção educacional, visto que a busca por escolas adaptadas para surdos e profissionais que dominam Libras na área da educação são desafios enfrentados por essa minoria. Evidencia-se, portanto, a necessidade de discussão e ações, para que o problema seja minimizado.

O direito à educação é garantido pela Constituição Federal de 1988. Entretanto, o desafio vivenciado por deficientes auditivos na busca desse direito deve ser ressaltada. Isso porque, a falta de infraestrutura e integração nas escolas ainda é recorrente na atualidade. Nesse contexto, grande parte dos institutos educacionais não estão adaptados para receber alunos surdos e possuem poucos profissionais da educação que dominam Libras. Somado a isso, são poucas as escolas que contam com intérpretes de Libras em salas de aula. Por conseguinte, há retração na busca por escolas, agindo como desestimulante à formação educacional. Portanto, a dificuldade na localização de instituições de ensino adaptadas é fator importante no problema.

Outrossim, o preconceito no ambiente escolar, que possui contexto histórico, é fator agravante nessa questão. Isso se exemplifica na tese do filósofo de Jean-Paul Sartré, ressaltando que a violência, independente da maneira que se manifesta, é um fracasso para a sociedade. De maneira análoga, atos de discriminação no ambiente escolar podem gerar isolamento de estudantes surdos, e como consequência, levar à evasão escolar. Logo, ações preconceituosas devem ser combatidas, sob pena de prejuízo à nação.

De acordo com os argumentos supracitados, medidas são indispensáveis para garantir que deficientes auditivos tenham seu direito à educação preservados. Nesse contexto, o Ministério da Educação deve oferecer programas de pós-graduação em educação inclusiva à profissionais de escolas públicas e privadas. Essa medida é importante para garantir que docentes tenham conhecimento de Libras, assim como, no sentido de preservar o bem-estar e lidar com possíveis atos preconceituosos por parte de outros alunos. Assim, os impasses vividos por essas pessoas na construção do conhecimento serão minimizados, e o direito à educação, previso na Carta Magna poderá ser garantido.