ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

Preconceito. Exclusão. Desvalorização. Tudo remete a um mesmo impasse no Brasil: formação educacional dos surdos. Infelizmente, milhares de pessoas com dificuldades auditivas passam por momentos que nos custam imaginar durante seu período escolar. Para reverter tal quadro, diversas medidas devem ser tomadas, começando por ações do poder público e dos próprios indivíduos brasileiros.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar a falta de inclusão no ambiente escolar. Segundo pesquisas realizadas pelo Inep, cerca de 21 mil alunos com dificuldades auditivas, da Educação Básica, foram matriculados em classes comuns no ano de 2016. A partir desse dado, fica fácil a percepção da quantidade de pessoas que se encontram fora das salas de aula por não possuírem meios de inserção.

Além disso, a marginalização do diferente quando incluso é muito presente nas escolas do país. Os professores e colegas de classe não estão aptos a conviver com as desigualdades sem que elas sejam classificadas como barreiras na comunicação e consequente piora no quadro de exclusão. Dessa forma, de nada adiantará incluir sem possibilitar o contato direto com os demais homens.

Fica evidente, portanto, que os entraves da formação educacional de surdos precisam ser resolvidos o mais rápido possível. Essa minimização poderá ocorrer por meio de iniciativas governamentais que visem acabar com as diferenças, como por exemplo, obrigatoriedade da contratação de segundo professor para alunos deficientes e a adição na grade curricular de aulas de Língua Brasileira de Sinais (Libras), tornando possível a comunicação entre os mesmos. Ademais, os brasileiros possuem total importância na valorização do diferente dentro da sociedade, devem ser preparados para conviver com o desigual. Talvez assim, possamos nos orgulhar em dizer que o Brasil deixou de ser um país sem oportunidade de formação e convivência para os surdos.