ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 14/11/2017
Basta uma mão de apoio
Os deficientes, historicamente, tem sido alvo de um preconceito motivado pelas suas alterações biológicas. Esta problemática surgiu na época medieval -baseada nas leis divinas- na qual considerava-se qualquer anormalidade física ou genética como “castigo de Deus”. Infortunadamente, esse pensamento retrógrada influenciou na formação do gigantesco Brasil, com a chegada da Família Real, e refletindo até hoje traços intolerantes e pouco empáticos com o próximo. Este fato ocasionou uma baixa inclusão social, tanto no âmbito acadêmico quanto laboral.
Por outro lado, cabe mencionar que uma considerável porcentagem dos deficientes, possuem problemas sensoriais e não necessariamente físicos ou psíquicos. Por exemplo, os surdos que representam uma grande parcela dos deficientes no país e que, embora alguns tenham formação educacional completa, ainda são subestimados no mercado de trabalho, dificultando-lhes sua inclusão social. Essas atitudes podem estar relacionadas à pós-modernidade, teoria do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que caracteriza o homem individualista como egocêntrico e com ausente empatia causada pela forte globalização e pelo sistema capitalista.
O Estado, por sua vez, tem tentado preservar os princípios constitucionais, tais como a dignidade e a isonomia através de políticas públicas e instituições voltadas a atender os deficientes auditivos. Entretanto, as medidas, evidentemente, são insuficientes e precárias para atender uma população tão enorme quanto à extensão territorial do Brasil. Segundo um estudo do INEP, a matrícula de surdos em escolas decresceu, esse aspecto foi desalentador para o Governo, pois demonstra que seus planos estão fracassando.
Tendo em vista este panorama, portanto, é fundamental uma mudança no sistema jurídico no que tange à inclusão educacional quanto ao setor laboral. Para esse fim, a Receita Federal deve destinar uma maior verba pública para o MEC implementar escolas especializadas distantes das metrópoles. Ademais, a mídia pode fornecer um número telefônico para os familiares dos interessados objetivando facilitar as matrículas. Por outro lado, a Polícia Civil deve criar uma ouvidoria para relatar casos de preconceito no setor trabalhista. Seguindo esses métodos, é factível amenizar esse ar individualista dos brasileiros para que todos possam se dar as mãos em símbolo de apoio.