ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

A formação educacional de surdos no Brasil encontra inúmeras dificuldades que prejudicam a obtenção de resultados satisfatórios. Dentre elas pode-se citar a restrita quantidade de professores e do restante dos brasileiros em geral que são fluentes na Língua Brasileira de Sinais. Por conseguinte, esse fato acaba por fomentar a problemática da inclusão social dos deficientes auditivos.

A baixa quantidade de pessoas que se comunicam por intermédio da Língua Brasileira de Sinais se dá, em muitos casos, pela não obrigatoriedade do domínio da língua na seleção de boa parte dos cargos profissionais. Isso acaba por gerar uma maior exclusão social dos surdos em diversas esferas, já que a não obrigatoriedade do aprendizado de Libras gera o desinteresse de muitos por essa língua. Com isso, a possibilidade de interação efetiva entre os surdos se dá praticamente apenas entre eles.

Por usa vez, a exclusão social dos deficientes auditivos se reflete principalmente na educação desse grupo, que acaba sendo prejudicada por muitas escolas não disporem de intérpretes para auxiliar na transmissão das informações. Portanto, isso se configura como um problema grave, haja vista que a educação exerce um papel fundamental na promoção de um maior grau de senso crítico aos indivíduos, assim como afirma Kant na sua teoria do Esclarecimento. Nela, o pensador assegura que para um indivíduo alcançar a maioridade, ele deve ser capaz de guiar seus pensamentos sem a tutela de outrem.

Tendo em vista a redução da exclusão social dos surdos, algumas medidas devem ser implantadas, como a contratação de mais intérpretes de Libras por escolas e universidades. Por fim, para tornar a integração mais efetiva, faz-se necessário que as escolas de nível fundamental implementem o ensino de Libras. Para tanto, o Estado deve institucionalizar a obrigatoriedade desse ensino em todas as escolas de nível fundamental.