ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

A educação para surdos no Brasil foi incorporada no Segundo Reinado, com a criação da primeira escola voltada para meninos surdos, sendo um marco para essas pessoas, que antes eram excluídas socialmente. Entretanto, mesmo após anos dessa implantação o sistema brasileiro educacional de surdos apresentam desafios voltados ao despreparo da sociedade em interagir e apoiar esses cidadãos, favorecendo o isolamento social.

Ser diferente em um mundo permeado pela intolerância ao anormal é desafiantes. Em um passado próximo, na Segunda Gerra Mundial, foi presenciado os ideias impostos por Hitler para propagar a raça alemã e exterminar alguns grupos como judeus, negros, inclusive  os deficientes. Nesse sentido, é constante a população julgada “normal” não aceitar o surdo e excluí-lo pelo preconceito ou simplesmente por não compreende-lo.

Destarte, esses vínculos excludentes são reforçados pela forma de interação do acometido com o cotidiano, com escolas especiais, falta de insumos e estrutura nas escolas regulares, locais de lazer e cultura apropriados, inexistência de interpretes ou tecnologia de tradução em locais públicos, como instituições de saúde, comércios, cinemas, entre outros. Assim, a educação efetiva do surdo não ocorre  apenas pela alfabetização é necessário uma interação social para formação do cidadão.

Contudo, para melhoria da educação dos surdos é necessário que ele seja incluído de forma global na sociedade. Para isso é preciso que o poder Legislativo  e o Ministério da Educação, por meio de um Projeto de Emenda Constitucional (PEC), inclua na grade curricular das instituições de ensino técnico e superior o ensino em Libras, para que forme profissionais aptos a comunicar e atender as demandas dos surdos e promova a inclusão do surdo. É importante que as esferas de governo inclua nos espaços públicos, como escolas , instituições de saúde, espaços de cultura e lazer o interprete de Libras para auxílio ao deficiente. Além disso, é interessante que as instituições de ensino promovam na população maior aceitabilidade do surdo, por meio de redes sociais e canais de TV aberta, com peças publicitárias de sensibilização e dicas de comunicação, como exemplo de frases do cotidiano e uso de tecnologia de traduçao.