ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/11/2017
A força da alienação
Preconceito. Discriminação. Violência. Esse é o esmagador cenário, o qual traz à tona os entraves para a formação educacional de surdos no Brasil. Neste contexto, a educação inclusiva para portadores de necessidades especiais é crucial para cristalizar os direitos da Constituição “Cidadã” de 1988. Além disso, o preconceito cria fronteiras para solidificar o ingresso de surdos no mercado de trabalho. Dessa forma, é lamentável que ainda persista entre os brasileiros o vil olhar de que os “deficientes” não estão aptos a cumprir qualquer espécie de tarefa.
É primordial ressaltar-se que “A educação é a arma mais poderosa para realizar transformações sociais”. Essa assertiva do humanista Nelson Mandela revela que a educação é a mais segura forma para o surdo alcançar o desenvolvimento de suas habilidades psíquicas e motoras. Neste sentido, é lastimável que o número de matrículas de surdos na educação básica esteja, cada vez menor, segundo dados do INEP. Em decorrência disso, o Estado ainda precisa tornar cristalino para as escolas e empresas que a Língua Brasileira de Letras(LIBRAS) precisa ser institucionalizada para catalizar seu uso e difusão em todo o país. Portanto, é um absurdo criar barreiras que dificultam a isonomia de direitos, neste caso, o ensino de qualidade para os surdos.
Além disso, segundo físico alemão Albert Einstein, " É triste viver em uma época, na qual é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito". Com isso, é nefasta a discriminação arraigada por ideias Deterministas que criam um cruel abismo para a integração do surdo no mercado de trabalho. Assim, a sociedade tende a valorizar a produtividade, portanto, buscam funcionários “perfeitos”, entretanto, todos estão “cegos” pela voraz ambição do capital, neste sentido, esquecem de que o ser humano é ilimitado em suas capacidades, desde que bem auxiliados. Destarte, é imprescindível que o estado aumente o número mínimo de funcionários surdos nas empresas.
Fica evidente, dessa forma, que ainda há desafios para garantir de forma plena a educação para os portadores de deficiência auditiva no Brasil. Diante disso, é imperioso que o Ministério da Educação desenvolva projetos educacionais para impulsionar o ensino de LIBRAS nas escolas, a fim de atenuar as fronteiras da comunicação que ainda persistem na sociedade hodierna. Ainda cabe as escolas utilizar paradidáticos engajados com a questão, com o objetivo de dirimir o preconceito que, infelizmente, continua arraigado aos brasileiros. Afinal, como disse o geógrafo Milton Santos: “A força da alienação vem da fragilidade dos indivíduos de apenas observar o que os separar e não o que os une”.