ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/11/2017
A ideia que os desiguais devem ser tratados de maneira desigual surgiu na Grécia Antiga, com Aristóteles. Esse princípio, a equidade, constitui um pilar fundamental em uma sociedade que se pretende justa e democrática. Nesse contexto, vê-se que o Brasil enfrenta sérias dificuldades para garantir o acesso dos deficientes auditivos à educação de qualidade. Dessa forma, torna-se imprescindível analisar as causas da problemática em questão.
A princípio, é importante destacar que a Constituição Federal de 1988 assegura a educação como direito de todos. Entretanto, os surdos têm, constantemente, essa norma desrespeitada. Há poucas escolas especializadas e a maioria das instituições de ensino não dispõem de professores capacitados para atender essa demanda. Fato que contribui com a diminuição da adesão desses deficientes ao meio escolar, gerando grandes prejuízos na formação educacional, social e profissional.
Vale destacar, ainda, que, além desses desafios, os surdos são vítimas de preconceito, dentro e fora do espaço escolar. Comportamento comum em uma sociedade com os alicerces do Darwinismo Social, onde os “não deficientes” são considerados melhores. Isso se traduz tanto na intimidação sistemática em ambientes educativos quanto nas atitudes de muitos educadores que demonstram resistência em aceitar esses indivíduos como alunos.
Portanto, para garantir a formação escolar de qualidade aos surdos, é necessário a adoção de medidas. Assim, cabe ao MEC, em parceria com as escolas, promover o aperfeiçoamento de professores, das redes públicas e privadas, por meio de palestras e cursos de capacitação voltados para o ensino desses cidadãos. Espera-se, com isso, garantir maior adesão escolar, além de promover uma educação inclusiva. Dessa forma, o país caminhará rumo à equidade, quebrando as barreiras do preconceito.