ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/11/2017
Segundo Paulo Freire, a educação sozinha não muda a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda e sendo assim, é imprescindível que o direito à educação seja assegurado a todos os cidadãos. No entanto, verifica-se que no Brasil, o número de deficientes auditivos matriculados em instituições de ensino básico ainda é pequeno. Nesse contexto, convém analisar como a falta não só de estrutura para educar esses jovens, mas também de investimentos às empresas, influenciam na problemática em questão.
O déficit de profissionais qualificados e de instituições preparadas para receberem alunos surdos é o principal responsável pela baixa taxa desses cidadãos que possuem alguma formação. Isso acontece porque não são todos os educadores que possuem formação em libras e poucas escolas possuem professores com essa capacitação. Segundo uma pesquisa do Inep, o número de surdos matriculados em instituições de ensino básico, sofre um decréscimo de cerca de mil alunos por ano. Por conseguinte, esses jovens enfrentam dificuldades em obterem um diploma de ensino superior e serem inseridos no mercado de trabalho.
Ademais, a falta de incentivo às universidades de contratar funcionários capacitados a ensinar alunos especiais, também contribui para a problemática em questão. Isso decorre do fato dos cidadãos surdos serem minoria na população brasileira, não havendo políticas públicas efetivas que incluam esses indivíduos nas escolas de ensino superior. Como consequência, os deficientes auditivos se sentem desmotivados em buscarem cursos em faculdades, muitas vezes concluindo sequer o ensino médio.
Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para que se reverta esse cenário preocupante. Sendo assim, o Ministério da Educação deve incluir, no Ensino Fundamental I, aulas semanais de libras. Cabe às universidades particulares e públicas, exigir que seus professores possuam fluência em libras, permitindo que vagas para pessoas surdas sejam disponibilizadas. Desta maneira, todos os brasileiros, independente de suas condições físicas, terão acesso à educação.