ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/11/2017

O reconhecido físico Stephen Halking já teve sua vida retratada em um livro e, posteriormente, em um filme de nome “A teoria de tudo”. Neles vemos a história de um jovem que, mesmo com sua deficiência, obteve sucesso em sua formação educacional. Entretanto, a realidade no Brasil contrasta com a de Stephen. Infelizmente, o sistema educacional brasileiro não está pronto para receber alunos com deficiência - inclusive auditiva.

A ausência de estudos para as pessoas surdas pode resultar em exclusão social. Para que isso não ocorra, a lei 13.146, no artigo 27, assegura ao deficiente o direito à educação em todos os níveis. Paulo Freire faz contribuições importantes ao debate quando inclui o indivíduo como atuante no processo de ensino-aprendizagem. Assim, o educador pode explorar as vivências e os pontos fortes do deficiente auditivo para aproveitar o máximo do processo.

A gênese do problema se encontra na formação de professores, que não contempla o preparo necessário para o ensino de surdos. Embora sancionada pela lei 10.436 como segunda língua no Brasil, não vemos incentivos governamentais para que a LIBRAS seja aprendida pelos docentes, de modo a promover mais facilmente a inclusão dos surdos nas aulas.

Tendo em vista a seriedade do problema, faz-se necessária a tomada de medidas para solucioná-lo. Acerca da educação, Kant expressa sua importância na frase: “o ser humano é o que a educação faz dele”. Destarte, cabe uma ação conjugada entre o governo e a população para promover a educação a todos. O Ministério da Educação deve garantir que os cursos de formação de professores tenham grade curricular suficiente para habilitá-los a lidar com isso os tipos de aluno. Ademais, deve ser incentivada a fluência em LIBRAS aos educadores por parte das escolas e universidades públicas. É necessário também que os pais desses alunos os matriculem em escolas inclusivas, para que eles não se formem em grupos separados da sociedade.