ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/11/2017

Acessibilidade. Reconhecimento. Inclusão. No Brasil esses fatores representam os desafios e metas na formação educacional de surdos. “O essencial é invisível aos olhos, só se pode ver com o coração”. A importante obra literária O Pequeno Príncipe, escrito por Antoine de Saint Exupéry, lança reflexões que são facilmente parafraseadas com a realidade. O espaço de deficientes na sociedade ainda é incipiente, cercado por preconceitos e aversões. Destarte é importante elencar os distratores ao tema, por meio da dialética, a fim de soluciona-los.

Com efeito, as instituições educacionais, possuem um importante papel nessa formação. O livro Extraordinário, escrito por R. I. Palácio, narra as dificuldades de um garoto, portador de deficiência, no ingresso estudantil e os dilemas de aceitação dos companheiros escolares. Certamente a maior dificuldade enfrentada por um deficiente auditivo é a comunicação, função essencial para um efetivo aprendizado. A garantia, por parte do poder público, de profissionais que exerçam o papel de tradução nas escolas, está aquém do necessário, os efeitos são vistos nos baixos índices, publicado pelo Inep, de matrículas na educação especial.

Ademais, é possível perceber que por um longo período histórico os portadores de necessidades especiais foram excluídos da sociedade. As culturas passadas de Esparta possuíam uma formação social voltada a militarização, atributos como deficiência eram, geralmente, motivo de morte. Nesse sentido o legado de desrespeito perdura, em parte, até hoje. Diversas são as dificuldades na busca por uma vaga de trabalho. O deficiente auditivo é visto, por intolerantes, como desqualificado, improdutivo ou dispendioso. Porém sabe-se que esses agregam, transferem e produzem conhecimento e aprendizado ao ambiente de trabalho.

É possível perceber, portanto, que os direitos assegurados ao deficiente devem ser aplicados com maior rigor e os deveres de respeito e inclusão devem ser propagados. O Ministério da Educação deve ser priorizado nos gastos nacionais. Por meio desse, deve-se investir em qualificação profissional dos tradutores e em materiais que dinamizem a abordagem dos temas em sala de aula: como exemplo livros com texturas, cheiros e imagens que despertem o interesse do aluno. Só assim será possível tornar a felicidade como o fim principal das ações humanas, pensamento defendido por Aristóteles.