ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/11/2017
A temática dos deficientes auditivos está presente desde a Primeira Guerra Mundial, em 1914, em que vários soldados perderam sua audição devido às bombas do conflito. Hodiernamente, no Brasil, os surdos ainda sofrem entraves relacionados a sua formação educacional. Inegavelmente, a falta de estrutura nas escolas e o pouco preparo pedagógico dos professores são verdadeiros desafios para aqueles que portam tal deficiência.
Nesse viés, é evidente que há uma carência na estrutura, de algumas escolas, para atender aos surdos. Sendo assim, muitos deles acabam não recebendo as devidas instruções didáticas e, com isso, têm seu aprendizado prejudicado. Isso pode ser evidenciado pelo fato de que poucas escolas detém de recursos, como instruções escritas e intérprete de Libras. Ademais, essa falta de estrutura corrobora para a desmotivação e a baixa adesão de surdos nas escolas básicas, que vem decaindo desde 2011, segundo o INEP (Instituto Nacional de Educação e Pesquisa).
Outrossim, o preparo pedagógico nas escolas também é carente. Nesse sentido, muitos professores não sabem se comunicar em Libras, o que prejudica o entendimento do aluno com deficiência auditiva. Também é comum que muitos doscentes não saibam conduzir o aluno de forma correta durante a aula, bem como mediar e interromper em possíveis eventos de preconceito que, infelizmente, está presente nas salas de aula. Assim, esses fatores prejudicam o aprendizado dos surdos de modo geral.
Portanto, medidas são necessárias para que os surdos possam ter uma formação educacional de qualidade. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com empresas privadas, deve promover o melhoramento da estrutura das escolas, a fim de atender às necessidades dos deficientes, com a colocação de instruções escritas nas salas de aula e a contratação de intérpretes. Além disso, deve criar cursos dentro das escolas para que os professores possam adequar-se ao ensino em Libras e aprender como conduzir os alunos surdos durante as aulas. Assim, será possível vencer os desafios que envolvem a formação educacional dos deficientes auditivos, para que eles possam ter acesso aos mesmos direitos que os demais, com as devidas adequações, da mesma forma que o filósofo Aristóteles citou: “Devemos tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na exata proporção da desigualdade.”