ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/11/2017

Há uma certeza que ninguém discute: os surdos no Brasil ainda enfrentam demasiados desafios durante sua formação educacional e de vida. Essa grave problemática social se justifica, sobretudo, pela falta de escolas aptas a receberem pessoas com necessidades especiais, bem como pela ausência de políticas que auxiliem os surdos a serem inseridos no mercado de trabalho.

Em nosso país milhares de pessoas possuem algum tipo de deficiência, e apesar de protegidas por uma lei específica, sofrem com a não aplicação dos seus direitos. As instituições de ensino é um exemplo disso, pois a maioria das escolas ainda não estão aptas a receberem os surdos. Isso é provado pelo fato de que, de acordo com o Instituto Nacional de Educação e Pesquisa (INEP), a partir de 2010 as matrículas de surdos no ensino básico tem decrescido a cada ano. Ora, se cai o número de alunos, é porque eles não têm sido assistidos adequadamente no ambiente escolar ou por falta de infraestrutura ou por falta de profissionais qualificados.

Aliado a isso, se os surdos não tem acesso à uma educuação básica de qualidade, como então chegar até uma universidade e, principalmente ser inserido no mercado de trabalho? Infelizmente, por falta de maior apoio governamental, as pessoas com esse tipo de necessidade especial sofrem preconceito da sociedade e para conseguir emprego. De forma errônea, são considerados por muitos como “menos capacitados”. As empresas possuem receio em contratá-los por ignorância, sem dúvidas. Diante disso, é preciso que o Governo intensifique a fiscalização e cobre que as empresas cumpram as metas necessárias de inclusão das pessoas com deficiência em todos os setores.

Portanto, para que os desafios educacionais enfrentados pelos surdos sejam equacionados, é necessário que medidas intersetoriais sejam tomadas. O Governo, aliado ao Ministério da Educação precisam colocar em prática o que já é previsto em lei: adequar a infraestrutura das escolas, capacitar os profissionais por meio de especializações e promover debates. Além disso, o Estado deve auxiliar junto com o Ministério do Trabalho, as empresas. Elas precisam aprender a acolher os surdos em todos os âmbitos. Para isso deve-se realizar capacitação e uma maior fiscalização da lei. Só assim, os caminhos para os surdos se livrarão dos obstáculos.