ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/11/2017

É incontrovertível que nos tempos hodiernos o sistema de ensino patriarcal ainda prevalece no que tange a educação voltada para deficientes auditivos. A Libras (Língua Brasileira de Sinais), é a segunda língua oficial canarinha e ainda assim, a quantidade de escolas que oferecem esse aprendizado é irrisória perante as que não oferecem e essa exclusão dos deficientes pode resultar em diversos problemas, tornando assim urgente a mudança desse quadro.

Em uma primeira análise, é de suma importância que a sociedade não enxergue deficientes auditivos como pessoas incapazes, pois eles conseguem se comunicar normalmente através da Libras e podem estimular seus outros sentidos, conseguindo assim, construir normalmente a sua vida. Vale ressaltar que o compositor alemão Ludwig van Beethoven compôs a 9ª sinfonia e esta foi a transição do período clássico para o romântico na música devido a sua inovação estética, e ele compôs a mesma totalmente surdo.

Em uma segunda análise, o preconceito contra surdos pode resultar em uma série de fatores negativos tanto fisicamente quanto psicologicamente, tornando assim mais difícil a busca do indivíduo pela educação e integração social visto que educação não deve ser privada para deficientes e sim coletiva com todas as escolas.

Segundo Sêneca, “a educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda a vida”, portanto a educação para deficientes deve ser inclusiva e eficiente. É de suma importância uma reformulação no sistema ensino nas escolas para que Libras seja ensinada  para todos os alunos com profissionais capacitados tornando menor a lacuna entre surdos e não surdos. Empresas podem destinar vagas específicas para deficientes, estimulando assim a busca de surdos por estudo, com a certeza de que terão sucesso no campo de trabalho. Ademais, visto o âmbito que a mídia possui, seria de grande eficiência reportagens divulgando trabalhos feitos por alunos surdos em escolas e universidades fazendo com que a capacidade deles seja exposta e viabilizando uma maior igualdade entre as pessoas, solidificando assim, o artigo 5º da Constituição Federal Brasileira.