ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/11/2017
O processo de inclusão social na educação de indivíduos surdos no Brasil sofreu importantes mudanças ao longo da história. Desde o século XIX, com a criação da primeira escola de educação de meninos surdos no Brasil imperial, até os dias atuais, com a implementação da Língua Brasileira de Sinais pelo Poder Legislativo brasileiro. Contudo, ainda existem problemas que impedem a completa inclusão desse indivíduo na sociedade contemporânea.
Em primeiro lugar, o preconceito enraizado na sociedade funciona como obstáculo no processo de inclusão social de pessoas surdas, já que familiares de indivíduos portadores dessa deficiência preferem mantê-los sob seus cuidados dentro de casa como forma de evitar possíveis agressões, como bullying, em ambientes onde esse indivíduo poderia interagir e desenvolver suas habilidades sociais e psicológicas.
Além disso, a falta de uma estrutura mais ampla e igualitária de recursos didáticos e tecnológicos disponíveis em ambientes educacionais, principalmente na esfera pública, que possam potencializar o aprendizado e desenvolvimento de pessoas surdas, representa uma barreira na efetiva inclusão desse indivíduo. Com isso, percebe-se um tratamento desigual, onde famílias com poder aquisitivo maior apresentam maiores condições de suprir todas as necessidades dos seus deficientes, enquanto os mais necessitados têm apenas parte dessas necessidades supridas.
Portanto, é evidente a necessidade de ação visto que a formação educacional de indivíduos surdos requer ações pontuais garantidas por legislação. Como estratégia de intervenção, o Ministério Público deve atuar na fiscalização de escolas e instituições que atendam deficientes auditivos a fim de garantir o completo fornecimento de recursos para o pleno desenvolvimento desses indivíduos. Além disso, como órgão fiscalizador, deve promover campanhas publicitárias com o intuito de conscientizar a população a denunciar situações inadequadas.