ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 14/11/2017
É irrefutável que o Brasil é uma nação amplamente miscigenada, provida de diversas culturas e povos distintos, nos quais foram enraizando-se ao longo dos anos e hoje formam a identidade nacional. Entretanto, o país apresenta uma grande defasagem no âmbito social que é o desafio que as pessoas surdas enfrentam para ter uma educação de qualidade , ou seja, é algo que para um país que está emergindo, reflete uma imagem retrocedente e, portanto, medidas e soluções são necessárias para a resolução do impasse.
A princípio devemos analisar as dificuldades diárias que os deficientes auditivos encaram. O ideário Darwinista de seleção natural afirma que o ser vivo tende a adaptar-se ao ambiente no qual ele vive, tal teoria aplica-se ao âmbito hodierno dos deficientes, pois os mesmos procuram diariamente oportunidades para progredirem educacionalmente, socialmente e financeiramente, porém enfrentam diversos imbróglios como o movimento pendular( ir e vir das pessoas dentre a cidade), falta de estrutura nos modais públicos, além de sua vulnerabilidade às intempéries sociais tendo como exemplo o latrocínio, violência física e psicológica.
Ademais, a invisibilidade social que os padecentes enfrentam é algo nocivo para seu desenvolvimento pessoal, pois muitas pessoas relevam tal invisibilidade como algo natural, que por conseguinte intensificam a falta de oportunidades no mercado de trabalho, além da indiferença do governo para com o problema, tal fato ratifica-se pelas lacunas educacionais que muitos deficientes encontram nas escolas por todo o Brasil, dessa forma perpetuando o problema .
Diante desse cenário impróprio compreende-se que a falta de planejamento educacional para deficientes auditivos é algo grave e que, portanto, deve ser inibido. Jhon Locke afirmou que ‘‘o estado deve garantir os direitos naturais das pessoas’’. Sendo assim, o Governo federal junto ao MEC devem promover a construção de novas escolas capacitadas e estruturadas para atender às necessidades não somente dos surdos, mas sim de todas as pessoas que apresentam algum tipo de deficiência, a fim de que os padecentes possam ter oportunidades nos diversos âmbitos sociais, para que o esteriótipo da invisibilidade social possa não mais existir, nesse contexto os deficientes poderão ser incluídos socialmente e terem todos os seus direitos assegurados. Dessa forma, a imagem retrocedente do país nesse quesito será extinta e nação poderá ter uma sociedade ascendente que irá atribuir essas qualidades às futuras gerações.