ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/11/2017

O tempo de Platão

Segundo Zygmunt Bauman, a invisibilidade é equivalente a morte. De maneira análoga, o surdo na formação escolar é muitas vezes não visto pela sociedade cívil. É inegável os diversos obstáculos na educação brasileira aos deficientes auditivos. Assim, é necessário analisar as causas dessa problemática para buscar soluções para a mesma.

Em primeiro plano, a situação de exclusão da pessoa com deficiência parece ser um problema constitucional. Conforme Rosseau, o coletivo é mais relevante que o individual. Desse modo, a falta de inclusão no meio educacional mostra a falta de assistência a uma parcela de estudantes do corpo social ferindo a Constituição de 1988 que promove o princípio da isonomia em que todos são iguais perante a lei. Dessa forma, é preciso que seja implementado um ensino igualitário e de qualidade para esse público.

Outrossim, é indubitável o escasso número de escolas adaptadas para alunos especiais. De acordo com Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo que o preconceito. Sob tal ótica, as escolas que tentam promover a inclusão de alunos com ausência de audição acabam promovendo bullyng entre os outros estudantes que por falta de conhecimento não entendem a deficiência do outro, além da falta de preparo dos professores que não costumam ser instruídos para receber essas mazelas sociais.

Infere-se, portanto, que é um desafio o surdo ter educação no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação, desenvolver dentro da disciplina de linguagens o estudo dos sinais a todos alunos para que assim possa atenuar a discriminação do desconhecido. Cabe ainda, a escola criar peças teatrais que mostrem o respeito ao próximo. Ademais que o Poder Legislativo cumpra as leis instituídas pela magna carta. Com essas medidas, talvez, como foi proferido por Platão: O tempo é a imagem móvel da humanidade; O país se torne mais inclusivo