ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/11/2017
Apesar da Constituição Federal garantir o direito à educação para todos os brasileiros, os surdos, significante parcela da população, têm tal benefício mitigado. Dessa forma, por falta de instituições especializadas no ensino de Libras, grande parte dos deficientes auditivos não concluem o ensino regular, sujeitando-se, assim, a condições de vida com baixa qualidade. Além disso, o preconceito, resultado direto da educação excludente por aqui empregada, afasta tal parcela da sociedade das escolas e do mundo do trabalho.
O ensino de Libras no Brasil é reduzido, sendo na maioria dos municípios inexistente. Desse modo, é incomum encontrar nas escolas e instituições de ensino brasileiras fonoaudiólogos, tradutores e professores de Libras e psicólogos, profissionais especializados, que contribuiriam na formação educacional das pessoas surdas. Logo, por conta de tais adversidades, a inclusão social dos deficientes auditivos é limitada, já que por não se adaptar ao ensino regular acabam largando os estudos e sendo obrigados a trabalhar em empregos com baixa remuneração.
Ademais, segundo Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Com efeito, em um país em que a educação é desvalorizada, é normal que sua sociedade torne-se preconceituosa e exclua àqueles que lhes são diferentes. Não é diferente com as pessoas com surdez, os quais muitas vezes têm que conviver com piadas e discriminações já na infância, dentro de colégios e escolas. Desse modo, ao segregar tal grupo, a própria população dificulta a socialização de tais pessoas, que deixam de frequentar o ensino regular e consequentemente não conseguem bons empregos.
A falta de inclusão social dos surdos é, portanto, um grave problema no Brasil. Pare resolver tal situação, o Ministério da Educação deve criar escolas exclusivas para surdos, nas quais os deficientes auditivos terão todo apoio especializado de que necessitão, com professores e médicos especializados nessa deficiência. Além do mais, as Ongs de apoio a surdez devem criar campanhas de conscientização que desistimulem o preconceito às pessoas com surdez, mostrando que tal parcela da população é igual e possui os mesmo direitos que as demais.