ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/11/2017
Libras para o cidadão
A constituição Federal de 1988, no seu princípio de equidade, prevê o direito à educação. Notoriamente, no Brasil, esse direito passa por grandes desafios, na formação educacional dos deficientes auditivos, em que a sua linguagem – Língua Brasileira de Sinais (Libra) – desperta pouco interesse de aprendizagem, na população, por se tratar da forma de comunicação de uma minoria, gerando assim, impactos na formação desses indivíduos. Em primeira instância, necessita-se evidenciar as causas para tal problemática.
A “sociedade líquida”, detalhada nas obras do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, é uma das responsáveis por esse desafio, mesmo que a oferta do curso de Libras seja feita nas universidades e escolas a marca de individualidade da sociedade, evidenciada pelo autor, impede que se olhe para as minorias, no sentido de incluí-las na comunicação. Além disso, o papel do estado e da escola também influi, no que tange medidas para ampliamento de cursos para a aprendizagem de Libras e oferta desses cursos, respectivamente.
Como consequência disso, nota-se a segregação do indivíduo surdo. Para que esse tenha formação educacional, é necessário que alguém o ensine, no entanto, se o responsável pelo ensinamento não aprender a Libras, será impossível garantir esse direito constitucional. Ademais, o mercado de trabalho é regido por leis que visam à contratação de deficientes, entretanto, quando contratam surdos, são para funções extremamente específicas, que não necessitem de comunicação, pois a maioria da população é intelectualmente incapaz de comunicar-se com esses.
Em virtude do que foi supracitado, são necessárias medidas que aumentem a disseminação da linguagem de Libras. O Ministério da Educação, em parceria com todas as escolas e universidades do país, deve implementar o projeto “Libras para todos”, que tornará o ensino da Libra obrigatório, sendo esse incorporado à grade curricular, de modo que, em um futuro próximo, os cidadãos possam, efetivamente, comunicar-se com os surdos e, consequentemente, tornando a formação educacional e ascensão no mercado de trabalho uma realidade. Medidas como essas promoveriam a inclusão social e educacional dos surdos.