ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/11/2017
Na tentativa de incluir o deficiente auditivo à sociedade falante, o Congresso de Milão — 1880 — instituiu a oralização em detrimento da língua de sinais, desrespeitando as necessidades daquele grupo. Não obstante, mesmo que avanços tenham sido feitos nesses quase duzentos anos, a inclusão social ainda é o maior desafio para a formação educacional de surdos, tendo como sua principal causa a deficiência na infraestrutura necessária.
Embora garantido na Constituição Brasileira, sistema educacional inclusivo não é uma realidade no país. É difícil encontrar escolas públicas ou particulares com a assistência adequada: intérpretes e acompanhamento pedagógico especializado. Ademais, antes do Estatuto da Pessoa com Deficiência, era comum que escolas da rede privada cobrassem um preço diferenciado para alunos deficientes, o preço da “inclusão”.
[Não tenho o rascunho do 3º parágrafo, tem como corrigir assim?]
A educação é essencial para o crescimento pessoal. Como disse Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Tendo isso em vista e que Leis e Estatutos que garantem os direitos à pessoa com deficiência já existem, uma alternativa para resolver o impasse seria a criação de núcleos especializados nas escolas públicas. As Secretarias Estaduais da Educação através da capacitação de pedagogos e contratação de intérpretes, asseguraria ao deficiente auditivo a estrutura adequada para crescer e atingir seu potencial. Dessa forma, episódios como o de 1880 não voltariam a acontecer.