ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/11/2017

Durante a Segunda Guerra Mundial, Hittler perseguiu deficientes físicos, assim como judeus, por julga-los inferiores. Nesse contexto, apesar de tal absurdo não existir na sociedade hodierna, preconceitos velados fazem com que os surdos ainda enfrentem desafios para desenvolver suas habilidades cognitivas. Assim, no Brasil, a formação educacional deste público é falha, graças à estereótipos quanto a sua aprendizagem e a falta de adaptações nas escolas.

Primeiramente, nota-se que os surdos são excluídos socialmente por conta de um julgamento antecipado de suas capacidades. Isso representa um percalço, pois mesmo com a Constituição Cidadã de 1988 prever o ensino de libras e uma educação para todos, pesquisas feitas pelo Instituto Nacional de Educação e pesquisa (Inep) dizem que o número de surdos matriculados sofre decréscimo. Percebe-se, então,  que os direitos desse público não são efetivados, já que muitos surdos chegam sequer a ingressar no ensino básico.

Acresce-se a isso, ainda, que muitas escolas não estão preparadas para atender as necessidades dos surdos. Nesse contexto, o acompanhamento pedagógico é difícil por haverem poucos professores capacitados à ensinar, através da linguagem de sinais. Logo, alunos surdos são prejudicados por falta de adaptações que os integrem dentro da sala de aula e permita um convívio mais igualitário com os colegas.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe as mídias propiciar propagandas engajadas, por meio de novelas, que mostrem a importância da integração dos surdos na sociedade e suas capacidades de aprendizagem apesar das diferenças, a fim de que as famílias busquem levar seus filhos surdos a escola. Outrossim, o Ministério da Educação deverá ofertar aos professores cursos de libras, com o intuito de que estes estejam preparados para ensinar alunos surdos. Com tais medidas a formação educacional de surdos no Brasil será efetivada, quebrando, enfim, o que Hittler acreditava.