ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 14/11/2017
Se comunicar é uma das principais ferramentas para a vida em comunidade. No Brasil, um dos maiores comunicadores, Chacrinha, tinha como lema: “Quem não se comunica, se trumbica”, reforçando a importância da comunicação. Desta forma, a população surda, por apresentar dificuldade física, tende a ficar isolada da sociedade. Aliado à isso, existe a ignorância da população ouvinte e o despreparo das escolas.
Bauman, em sua obra Modernidade Líquida, aponta o individualismo como uma das principais características -e causadora de conflitos- na população pós-moderna. Assim, esse individualismo faz a população ouvinte não se preocupar em aprender aquilo que não lhe é problema, criando uma sociedade despreparada para a inserção dos surdos.
Para Sir Arthur Lewis, investir na educação é algo com retorno garantido, tal ideia justifica um maior investimento em um sistema mais inclusivo. A escola tem que ser atraente aos surdos, não um lugar onde se vira chacota e vítima de bullying. Essas violências, aliado ao despreparo das escolas, são os principais causadores da evasão escolar dos surdos, ferindo à constituição no direito universal a educação.
Portanto, para o Brasil ter uma melhor formação educacional dos surdos, deve-se investir no ensino da Língua Brasileira dos Surdos, meio mais eficiente para a comunicação entre ouvintes e surdos. Com a iminente implantação do sistema integral nas escolas, o Ministério da Educação deveria colocar os estudo da Libras no currículo básico. Ademais, a mídia, junto ao Governo Federal, deve apresentar campanhas publicitárias combatendo o bullying, promovendo a tolerância. Pois, como diz Helen Keller, escritora surda, a tolerância é o resultado mais sublime da educação.