ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 12/11/2017
Se, conforme Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, espera-se que a escola seja um espaço para crescimento cidadão, independente das diferenças. Paradoxalmente, as instituições de ensino não possuem recursos materiais e humanos suficientes para alunos com deficiências, como os surdos. Nesse contexto, cumpre investigar as causas dessa problemática, dentre as quais se destacam a negligência da gestão escolar e a exclusão social dos surdos no ambiente escolar.
Primeiramente, o equilíbrio do âmbito escolar é deslocado negativamente a partir do momento em que não se consegue proporcionar uma educação igualitária entre surdos e não-surdos. Basta ver que os deficientes auditivos não conseguem acompanhar o método de ensino convencional, necessitando de métodos alternativos, que não são proporcionados pelas escolas. Sendo assim, não conseguem ter uma formação adequada, como os demais alunos.
Ademais, os deficientes auditivos sofrem de uma exclusão social oriunda de um comportamento humano comum no convívio escolar, os demais alunos não possuem vontade e afinidade para interagir com os deficientes, e não se atentam às possíveis consequência psicológicas avassaladoras que podem acarretar na vida dos surdos. Com isso, essa não interação corrobora ainda mais a problemática, tendo em vista que interações sociais são fundamentais para a formação de um cidadão.
Dessa forma, a negligência escolar e a exclusão social são, portanto, os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Os estabelecimentos de ensino devem explicar o porquê de a exclusão ser tão grave, explicitar as consequências psicológicas que promovem na vida dos surdos, bem como proporcionar aulas em libras para todos os alunos, e palestrar didáticas para uma maior interação, bem como a contratação de psicopedagosos, especializados em deficientes auditivos, nas escolas.