ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 12/11/2017
Desde a época do Brasil Império, iniciou-se o processo de inclusão educacional de surdos por meio de escolas especiais. Apesar disso, ainda há muitas dificuldades a serem vencidas, pois é perceptível a ausência de infraestrutura na educação básica e a exclusão desses deficientes do mercado de trabalho.
Em primeira análise, as escolas brasileiras não possuem infraestrutura suficiente para atender esse público. Comprova-se isso por meio da carência de recursos tecnológicos que ajudam o desenvolver das habilidades intelectuais e sociais desses estudantes, além da insuficiência de professores que usam as libras e o braille.Dessa forma, vê-se consequências, como a diminuição do número de matrículas de surdos na educação básica em classes comuns e especiais, nos últimos 6 anos.
Ademais, convém frisar a carência desses deficientes auditivos no mercado de trabalho, devido à evasão escolar, isso, por causa dos obstáculos supracitados, poucos conseguem chegar ao ensino superior, e aqueles que se qualificam são vítimas de preconceito quando buscam o mercado. Embora existam leis que visam a inclusão desse grupo em empresas,muitas, não são cumpridas, seja pela dúvida da capacidade de trabalho, ou mesmo pela ausência de infraestrutura necessária para recebê-los, como intérpretes ou recursos tecnológicos.
Destarte, para atenuar a problemática, é necessário o investimento do Ministério da Educação,na aquisição de recursos tecnológicos e lúdicos a fim de desenvolver as habilidades desses estudantes,além de capacitar professores para esse ensino, instituindo as libras e o braille como matéria obrigatória nas universidades e a contratação de intérpretes em quanto os professores se qualificam. Por fim, a fiscalização do Ministério do Trabalho no cumprimento das leis de contratação, multando as empresas não cumpridoras e diminuindo o imposto para aquelas que ofertarem cursos de libras para os funcionários, para que haja integração dos surdos. Portanto, assim será possível começar a pensar no Brasil como país de todos.