ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 14/11/2017
Isaac Newton ao incidir uma luz branca sobre um prisma observou a decomposição dela em cores variadas, da mesma forma deveria ser a sociedade, uma estrutura uniforme composta por elementos distintos que se harmonizam. No entanto, a julgar pelo reduzido número de surdos nas escolas e no mercado de trabalho, decerto, esses cidadãos estão sendo segregados. Diante disso, tal problemática, é reflexo da falta de estrutura nos espaços públicos aliada ao preconceito enraizado.
Nesse contexto, é importante destacar que segundo o princípio da isonomia, garantido pelo artigo 5° da constituição federal de 1988, todos são iguais perante a lei. Contudo, a sociedade tem ido de encontro ao estabelecido, haja vista, que os portadores de deficiência auditiva são impossibilitados de usufruir do direito básico à educação. Nesse sentido, essa realidade é ratificada pela redução da matricula de surdos nas escolas, essa problemática é perpetuada pois as instituições não oferecem estrutura adequada, tais como, profissionais capacitados, uso da linguagem de libras e sinalização visual.
Outrossim, o preconceito é outro entrave na formação educacional de surdos. Posto que, segundo Albert Einstein, nos dias atuais é mais fácil desintegrar um átomo do que um pensamento enraizado. De maneira análoga, ao analisar a problemática por uma perspectiva histórica, nota-se a segregação de deficientes desde a idade antiga, quando espartanos abandonavam crianças deficientes por não serem úteis durante os períodos de guerra. Hoje, porém, apesar de as medidas serem menos drásticas os deficientes ainda são alvos de preconceito, não raro, são chamados, de modo pejorativo, inválidos. Dessa forma, essa violência psicológica desestimula os surdos a procurarem uma escola.
Em suma, fica evidente que medidas são necessárias para resolver o problema da educação de pessoas com deficiência auditiva. Nesse sentido, cabe ao governo fazer valer o que está no diário oficial e contratar professores e gestores com experiência no ensino da língua de sinais, de modo a democratizar o acesso ao ensino. Ademais, o Ministério da Educação deve utilizar a verba pública para obtenção de recursos que facilitem o ensino, como por exemplo, televisores com traduções simultâneas. Dessa forma, haverá mais surdos no ambiente escolar e consequentemente redução do preconceito.