ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 11/11/2017

O filósofo Montaigne, na obra “Os Ensaios”, defendeu a ideia de que a educação é a preparação para a “aventura da vida”. Análogo a isso, há de se preservar a igualdade na formação educacional do indivíduo, sendo esse surdo ou não. Com essa mentalidade, por meio de princípios éticos, faz-se coerente o respeito com o próximo, sem que haja distinções no tratamento da população. Sendo assim, torna-se inexistente a desigualdade social, visto que essa representa o símbolo da discórdia entre os cidadãos. Assim, nestes dias, cabe ao Estado, o investimento maciço na formação educacional, tanto de surdos, como de qualquer outra pessoa.

Nesse contexto, há de se abordar a inclusão social praticada por parte da população em relação aos surdos. Esses, no entanto, acabam aceitando tais práticas devido à ausência de apoio perante os preconceitos. Dessa maneira, em uma sociedade que possui um pensamento errôneo, muitas pessoas acabam espalhando a ideia de que, por possuírem deficiências auditivas,tais indivíduos não apresentam capacidades intelectuais para desempenharem algo inovador na sociedade. Como consequência dessa incivilidade, ausência-se  a prática de alteridade de uns com os outros, ou seja, além do respeito, a dignidade do homem se torna escassa no país.

Além desses fatores, nota-se a falta de investimentos em escolas para surdos, os quais carecem de bens materiais e infraestrutura digna ao cidadão. Isto é, torna-se ausente o desenvolvimento da inclusão social para esses indivíduos. Tal fato ainda existe na contemporaneidade, uma vez que os recursos financeiros voltados a esses fins, destinam-se a outras utilidades. Um exemplo disso ocorreu nas Olimpíadas do Rio, em 2016, onde diversas construções forma realizadas para “deixar o cenário mais atraente para o turista”. Com isso, eleva-se a disparidade social entre a população brasileira e, sobretudo, omite-se a justiça.

Infere-se, portanto, que se faz necessário a melhoria na formação educacional de surdos no Brasil. Desse modo, cabe ao Governo, o investimento em recursos tecnológicos para as escolas de Libras no país a fim de incentivar os surdos na busca pela inclusão social. Para isso, por meio do Poder Legislativo,deve-se criar leis rígidas para o combate do problema e, sobretudo, a fiscalização dessas normas, através do Poder Judiciário. Ainda compete à escola, a devida atenção e respeito aos surdos visando a promoção da capacidades intelectual da pessoa. E, então, com a participação ativa da sociedade, pode-se colocar em prática as ideias do filósofo Montaigne para, enfim, alcançar a cidadania e o bem-estar de todos.